VERSO 216
gaṅgā-tīre-tīre prabhu cāri-jana-sāthe
nīlādri calilā prabhu chatrabhoga-pathe
gaṅgā-tīre-tīre — às margens do Ganges; prabhu — o Senhor; cāri-jana-sāthe — com as outras quatro pessoas; nīlādri — para Jagannātha Purī; calilā — prosseguiu; prabhu — o Senhor; chatrabhoga-pathe — no caminho de Chatrabhoga.
O Senhor, com as outras quatro pessoas, seguiu ao longo das margens do Ganges, através do caminho de Chatrabhoga, em direção a Nīlādri, Jagannātha Purī.
SIGNIFICADO—A estação chamada Magrāhāṭa se encontra no setor sul da linha férrea oriental, no distrito de vinte e quatro pargaṇās. Se alguém toma o rumo sudeste daquela estação por cerca de vinte e três quilômetros, chega a um local chamado Jayanagara. A vila chamada Chatrabhoga fica a cerca de dez quilômetros ao sul dessa estação de Jayanagara. Às vezes, essa vila é chamada de Khāḍi. Nessa vila, há uma deidade do senhor Śiva conhecida como Vaijurkānātha. Anualmente, durante os meses de março e abril, celebra-se ali um festival conhecido como Nandā-melā. Atualmente, o Ganges não flui por aquele lado. Na mesma linha férrea, há outra estação, conhecida como Bāruipura, perto da qual se encontra outra localidade, chamada Āṭisārā. Outrora, essa vila também se encontrava às margens do Ganges. Pode-se ir dessa vila para Pānihāṭi e, dali, para Varāha-nagara, ao norte de Calcutá. Naqueles dias, o Ganges fluía para o sul de Calcutá através do Kālī-ghāṭa, que ainda é conhecido como Ādi-gaṅgā. A partir de Bāruipura, o Ganges se ramificava e fluía através do porto de Diamond, perto da estação policial de Mathurāpura. Deve-se notar que Śrī Caitanya Mahāprabhu passou por todos esses locais a caminho de Jagannātha Purī.