VERSO 88
bhāgavata — śloka-maya, ṭīkā tāra saṁskṛta haya,
tabu kaiche bujhe tri-bhuvana
ihāṅ śloka dui cāri, tāra vyākhyā bhāṣā kari,
kene nā bujhibe sarva-jana
bhāgavata — o Śrīmad-Bhāgavatam; śloka-maya — repleto de versos em sânscrito; ṭīkā — comentários; tāra — daquele; saṁskṛta — idioma sânscrito; haya — há; tabu — ainda assim; kaiche — como; bujhe — compreende; tri-bhuvana — o mundo inteiro; ihāṅ — neste; śloka — versos; dui cāri — alguns; tāra — deles; vyākhyā — explicação; bhāṣā — em linguagem simples; kari — faço; kene — por que; nā — não; bujhibe — compreenderia; sarva-jana — todo o povo.
Retrucando àqueles críticos que dizem que o Śrī Caitanya-caritāmṛta é cheio de versos em sânscrito, pode-se dizer que o Śrīmad-Bhāgavatam também está repleto de versos em sânscrito, assim como o estão os comentários sobre o Śrīmad-Bhāgavatam. Não obstante, todos podem compreender o Śrīmad-Bhāgavatam, bem como os devotos avançados que estudam os comentários em sânscrito. Por que, então, o povo não compreenderia o Caitanya-caritāmṛta? Há apenas alguns versos em sânscrito, e são explicados no vernáculo bengali. Qual é a dificuldade em compreendê-los?