VERSO 62
punaḥ taila diya kaila śrī-aṅga cikkaṇa
śaṅkha-gandhodake kaila snāna samādhāna
punaḥ — novamente; taila diya — com óleo; kaila — fizeram; śrī-aṅga — o corpo da Deidade; cikkaṇa — brilhante; śaṅkha-gandha-udake — em água perfumada com flores e polpa de sândalo e mantida dentro de um búzio; kaila — fizeram; snāna — banho; samādhāna — realização.
Terminado o mahā-snāna, massagearam mais uma vez a Deidade com óleo perfumado e lustraram Seu corpo. Então, realizaram a última cerimônia de banho com água perfumada mantida dentro de um búzio.
SIGNIFICADO—Em seu comentário sobre essa ocasião, Śrīla Bhaktisiddhānta Sarasvatī Ṭhākura faz uma citação do Hari-bhakti-vilāsa. Cevada em pó, farinha de trigo, pó de kuṅkuma, farinha de urad dāl e outra preparação em pó chamada āvāṭā (que se faz misturando-se farinha de banana com arroz moído) são aplicados ao corpo da Deidade com uma escova feita do pelo da ponta do rabo de uma vaca. Isso produz um belo brilho. O óleo untado sobre o corpo da Deidade deve ser perfumado. Para realizar o mahā-snāna, são necessários pelo menos noventa e cinco litros de água a serem derramados sobre o corpo da Deidade.