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VERSO 109

navadvīpe yei śakti nā kailā prakāśe
se śakti prakāśi’ nistārila dakṣiṇa-deśe

navadvīpe — em Navadvīpa; yei — aquela que; śakti — a potência; — não; kailā — fez; prakāśe — manifestação; se — esta; śakti — potência; prakāśi’ — manifestando; nistārila — libertou; dakṣiṇa-deśe — sul da Índia.

O Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu não manifestou Suas potências espirituais em Navadvīpa; manifestou-as, porém, no sul da Índia e libertou todas as pessoas dali.

SIGNIFICADO—Naquela época, havia muitos smārtas (seguidores não-devotos de rituais védicos) na terra santa de Navadvīpa, a qual era também a terra natal do Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu. Chamam-se de smārtas os seguidores do smṛti-śāstra. A maioria deles não se constitui de devotos, e a principal função deles é seguir estritamente os princípios bramânicos. Contudo, eles não são iluminados com serviço devocional. Em Navadvīpa, todos os estudiosos eruditos são seguidores do smṛti-śāstra, e o Senhor Caitanya Mahāprabhu não tentou convertê-los. Portanto, o autor observa que a potência espiritual não manifesta pelo Senhor Śrī Caitanya Mahāprabhu em Navadvīpa manifestou-se, por Sua graça, no sul da Índia. Assim, todos ali se tornaram vaiṣṇavas. Com isso, entende-se que as pessoas se interessam muito em pregar em uma situação favorável. Se os candidatos à conversão perturbam demais, pode ser que o pregador não tente divulgar a consciência de Kṛṣṇa entre eles. É melhor ir para onde a situação seja mais favorável. A princípio, tentou-se introduzir este movimento da consciência de Kṛṣṇa na Índia, mas o povo da Índia, estando absorto em pensamentos políticos, não o adotou. Estavam fascinados pelos líderes políticos. Por isso, preferimos vir ao Ocidente, seguindo a ordem de nosso mestre espiritual, e, pela graça do Senhor Caitanya Mahāprabhu, este movimento tem sido bem-sucedido.

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