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VERSO 126

kṛpā kara, prabhu, more, yāṅ tomā-saṅge
sahite nā pāri duḥkha viṣaya-taraṅge’

kṛpā kara — por favor, agrada; prabhu — ó meu Senhor; more — a mim; yāṅ — eu vou; tomā-saṅge — conTigo; sahite pāri — não posso tolerar; duḥkha — as tribulações; viṣaya-taraṅge — nas ondas da vida materialista.

O brāhmaṇa suplicou ao Senhor Caitanya Mahāprabhu: “Meu querido Senhor, por favor, agracia-me e deixa-me ir conTigo. Não consigo mais tolerar as ondas de sofrimento provocadas pela vida materialista.”

SIGNIFICADO—Esta afirmação é aplicável a todos, independentemente de quão ricos ou prósperos possam ser. Narottama Dāsa Ṭhākura confirma esta declaração: saṁsāra-viṣānale, divā-niśi hiyā jvale. Ele afirma que o modo de vida materialista provoca um ardor no coração. Não se pode assegurar o futuro da tribulada vida do mundo material. É verdade que alguém pode ser muito feliz no que diz respeito a riquezas, e outrem pode ser muito opulento sob todos os aspectos; todavia, todos são obrigados a lidar com os viṣayas para satisfazer as exigências do corpo e de tantos familiares e subordinados. É preciso submeter-se a muitos incômodos para socorrer os outros. Narottama Dāsa Ṭhākura, portanto, ora: viṣaya-chāḍiyā kabe śuddha ha’be mana. Deste modo, é preciso desvencilhar-se do modo de vida materialista. É preciso mergulhar no oceano da bem-aventurança transcendental. Em outras palavras, não se pode saborear bem-aventurança transcendental sem se livrar do modo de vida materialista. Parece que o brāhmaṇa chamado Kūrma era muito feliz materialmente, pois expressou sua tradição familiar como janma-kula-dhana. Agora, ao tornar-se glorioso, ele queria deixar todas aquelas opulências materiais. Queria viajar com Śrī Caitanya Mahāprabhu. Segundo o costume da civilização védica, o homem deve deixar sua família após atingir cinquenta anos de idade e ir para a floresta de Vṛndāvana a fim de dedicar o resto de sua vida ao serviço do Senhor.

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