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VERSO 34

hitvā gṛhān sutān bhogān
vaidarbhī madirekṣaṇā
anvadhāvata pāṇḍyeśaṁ
jyotsneva rajanī-karam

hitvā — abandonando; gṛhān — lar; sutān — filhos; bhogān — felicidade material; vaidarbhī a filha do rei Vidarbha; madira-īkṣanā­ — com olhos encantadores; anvadhāvata — acompanhou; pāṇḍya-īśam­ — o rei Malayadhvaja; jyotsnā iva — como o luar; rajanī-karam — a Lua.

Assim como o luar segue a Lua à noite, logo depois que o rei Malayadhvaja partiu para Kulācala, sua devotada esposa, cujos olhos eram muito encantadores, também o acompanhou, abandonando toda a felicidade doméstica, apesar de sua família e filhos.

SIGNIFICADO—Assim como na fase vānaprastha a esposa segue o esposo, do mesmo modo, quando o mestre espiritual se retira para nirjana-­bhajana, alguns de seus devotos avançados acompanham-no e ocupam-se em seu serviço pessoal. Em outras palavras, aqueles que gostam muito da vida familiar devem adiantar-se para prestar ser­viço ao mestre espiritual e abandonar a dita felicidade proporcio­nada por sociedade, amizade e amor. Um verso de Śrīla Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura em seu Gurv-aṣṭaka é significativo a esse respeito: yasya prasādād bhagavat-prasādaḥ. O discípulo deve sempre se lembrar de que, servindo ao mestre espiritual, ele poderá facil­mente avançar em consciência de Kṛṣṇa. Todas as escrituras afir­mam que é satisfazendo o mestre espiritual e servindo-o diretamente que se pode alcançar a fase de perfeição máxima do serviço devocional.

A palavra madirekṣaṇā também é significativa neste verso. Śrīla Jīva Gosvāmī explica em seu Sandarbha que a palavra madira sig­nifica “embriagante”. Se os olhos de uma pessoa ficam embriagados ao verem a Deidade, ela pode ser chamada de madirekṣaṇa. Os olhos da rainha Vaidarbhi eram muito encantadores, assim como os olhos de uma pessoa são madirekṣaṇa quando se ocupam em ver a Deidade no templo. A menos que alguém seja um devoto avançado, ele não pode fixar seus olhos na Deidade no templo.

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