VERSO 43
patiṁ parama-dharma-jñaṁ
vaidarbhī malayadhvajam
premṇā paryacarad dhitvā
bhogān sā pati-devatā
patim — seu esposo; parama — supremo; dharma-jñam — conhecedor dos princípios religiosos; vaidarbhī — a filha de Vidarbha; malaya-dhvajam — chamado Malayadhvaja; premṇā — com amor e afeição; paryacarat — serviu com devoção; hitvā — abandonando; bhogān — prazeres dos sentidos; sā — ela; pati-devatā — aceitando seu esposo como o Senhor Supremo.
A filha do rei Vidarbha aceitou seu esposo inteiramente como o Supremo. Ela abandonou todo o gozo sensual e, em completa renúncia, seguiu os princípios de seu esposo, que era muito avançado. Assim, ela permaneceu ocupada a serviço dele.
SIGNIFICADO—Figurativamente, o rei Malayadhvaja é o mestre espiritual, e sua esposa, Vaidarbhī, é a discípula. O discípulo aceita o mestre espiritual como a Suprema Personalidade de Deus. Como afirma Viśvanātha Cakravartī Ṭhākura no Gurv-aṣṭaka, sākṣād-dharitvena: “Aceita-se diretamente o guru, o mestre espiritual, como a Suprema Personalidade de Deus.” Deve-se aceitar o mestre espiritual, não do modo como fazem os filósofos māyāvādīs, mas do modo recomendado aqui. Uma vez que o mestre espiritual é o servo mais íntimo do Senhor, ele deve ser tratado exatamente como a Suprema Personalidade de Deus. O mestre espiritual nunca deve ser desprezado ou desobedecido, como uma pessoa ordinária.
Se uma mulher tem a fortuna de ser esposa de um devoto puro, ela pode servir a seu esposo sem qualquer desejo de gozo dos sentidos. Se ela se mantiver ocupada a serviço de seu elevado esposo, naturalmente alcançará as perfeições espirituais de seu esposo. Se um discípulo encontra um mestre espiritual fidedigno, simplesmente satisfazendo-o, ele pode alcançar uma oportunidade semelhante (à do mestre espiritual) de servir a Suprema Personalidade de Deus.