VERSO 26
sa tvaṁ kathaṁ mama vibho ’kṣi-pathaḥ parātmā
yogeśvaraḥ śruti-dṛśāmala-hṛd-vibhāvyaḥ
sākṣād adhokṣaja uru-vyasanāndha-buddheḥ
syān me ’nudṛśya iha yasya bhavāpavargaḥ
saḥ — Ele; tvam — Vós mesmo; katham — como; mama — a mim; vibho — ó onipotente; akṣi-pathaḥ — visível; para-ātmā — a Alma Suprema; yoga — do yoga místico; īśvaraiḥ — por mestres; śruti — das escrituras; dṛśā — pelo olho; amala — imaculados; hṛt — dentro de seus corações; vibhāvyaḥ — sobre o qual se deve meditar; sākṣāt — diretamente visível; adhokṣaja — ó Senhor transcendental, que não podeis ser visto pelos sentidos materiais; uru — severas; vyasana — por perturbações; andha — cegada; buddheḥ — cuja inteligência; syāt — pode ser; me — para mim; anudṛśyaḥ — a ser percebido; iha — neste mundo; yasya — cuja; bhava — da vida material; apavargaḥ — a cessação.
Ó onipotente, como é possível que meus olhos Vos vejam diante de mim? Sois a Alma Suprema, em quem os maiores mestres do yoga místico podem meditar dentro de seus corações puros apenas ao empregarem o olho espiritual dos Vedas. Então, ó Senhor transcendental, como estás diretamente visível a mim, já que as severas tribulações da vida material têm cegado minha inteligência? Apenas alguém que encerrou seu enredamento material neste mundo deveria ser capaz de ver-Vos.
SIGNIFICADO—Até mesmo em um corpo de lagarto, o rei Nṛga podia lembrar-se de sua vida anterior. E agora que teve a oportunidade de ver o Senhor, ele pôde compreender que recebera a misericórdia especial da Personalidade de Deus.